PSD capixaba quer eleger 30 prefeitos e mais de 100 vereadores em 2012

Segundo Max da Mata, o vice-presidente estadual do partido, essas são as metas para 2012.

Depois de conseguir o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para poder funcionar no país, o Partido Social Democrático (PSD) tem grandes pretensões no Espírito Santo. De acordo com o vice-presidente estadual e presidente municipal do partido, Max da Mata, a meta é eleger pelo menos 30 prefeitos dos 78 municípios capixabas, além de formar uma bancada de mais de 100 vereadores. O partido, que nasceu para levantar a bandeira da independência, não descarta alianças para as eleições de 2012, nem mesmo com o Partido dos Trabalhadores (PT). Max, que até então é pré-candidato a prefeito em Vitória, diz que só abre mão da sua candidatura se o ex-governador Paulo Hartung se lançar na disputa.

Com a oficialização do PSD pelo TSE como fica o partido aqui no Estado?

Max da Mata: A gente já vinha trabalhando fortemente, unicamente com esse cenário, que é eleger o maior número de prefeitos e vereadores. Queremos construir uma boa bancada. Já temos uma chapa com 90 vereadores confirmados. Com a oficialização do partido, houve uma correria danada. No sábado fizemos um movimento de filiação grande e teve muita procura, inclusive cerca de 25 políticos com mandatos nos procuraram para conversar. A expectativa já era boa e muita gente estava cautelosa, com medo de comprar briga e não sair o registro. Agora estão tendo a tranqüilidade de procurar o PSD para conversar e promover sua mudança partidária.

E nos demais municípios, qual é a meta do PSD para eleição para prefeitos?

Max da Mata: Temos meta de eleger 30 candidatos a prefeito no Estado e lançar candidaturas nos principais municípios capixabas. Entre eles Vitória, Serra, Cariacica, São Gabriel da Palha. Em Cariacica, estamos conversando com o presidente da Câmara. Estamos trabalhando para eleger uma média de 100 vereadores em 2012.

Em entrevista, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que o partido será de centro. Essa é a orientação aqui no Espírito Santo também?

Max da Mata: Vamos seguir a linha nacional do partido. Sem radicalismo, com uma administração pública mais moderna. Aqui no Espírito Santo vamos caminhar junto com o governador Renato Casagrande, até por conta do posicionamento nacional que tem preferência pelo PSB.

Existe alguma restrição de alianças partidárias?

Max da Mata: Não, desde que também defendam nossos projetos e princípios. Há aliança política com qualquer partido, desde que estejam dispostos a implementar nosso programa de governo. As pessoas estão acostumadas com a história de que é preciso ter oposição e situação. Na minha opinião isso não se aplica mais nos dias atuais. A gente nasce com uma linha de equilíbrio, nem de direita e nem de esquerda. Isso não significa que não temos nossas bandeiras. Nosso projeto é trabalhar para a reforma estruturante, assembleia constituinte e o combate efetivo à corrupção.

O PSD está disposto a fazer alianças com o PT, mas você é um dos principais críticos da administração petista.

Max da Mata: O PSD se declara no Congresso como independente do governo Dilma. O partido nasce no meio de um processo político já em andamento. Nós não participamos do processo de eleição do prefeito João Coser. Então o partido me permite manter minha posição de independência até o fim do meu mandato. A partir do ano que vem vamos apoiar os partidos que sejam melhores para a cidade. Mantenho minha posição e não acredito na continuidade do PT.

A possível candidatura do ex-governador Paulo Hartung muda de alguma forma os planos do partido em Vitória?

Max da Mata: Isso interfere sim. Tenho ligação pessoal e política com ele, que me apoiou na minha eleição para vereador. Acredito que o Paulo Hartung tem capacidade de desenvolver um excelente trabalho em Vitória. Se ele não for, ai o PSD vai trabalhar com candidatura própria e eu não vou disputar a reeleição para a Câmara.

Fonte: Folha Vitória