Produtores de Barra de São Francisco apostam no cultivo de pimenta do reino

Um tempero extra para diversificar as lavouras de Barra de São Francisco. Agricultores do município procuraram o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) interessados em cultivar a pimenta do reino.

O produto ainda é novidade. Apenas uma lavoura pequena, com menos de um hectare, cultiva pimenta do reino no município. Sem experiência no assunto, os agricultores procuraram o Escritório Local de Desenvolvimento Rural (ELDR) do Incaper para obter mais informações. Foi quando surgiu a ideia de fazer uma excursão para São Mateus, maior produtor capixaba da especiaria.

Produtores rurais, técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura de Barra de São Francisco e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), participaram da visita organizada pelo Incaper. Eles estiveram num viveiro e em propriedades rurais de São Mateus, para obter informações teóricas e observar, na prática, a condução de plantios bem sucedidos.

Em junho, nove produtores de Barra de São Francisco iniciam o plantio das três mil mudas que eles mesmos adquiriram. O grupo produtivo ainda está informal, mas, em breve, pode tornar-se uma associação ou cooperativa. “O negócio é vantajoso. Enquanto o quilo do café é vendido por aproximadamente R$ 4,00, a pimenta do reino é comercializada por em torno de R$ 10,50. E a produtividade é praticamente a mesma por hectare”, explicou Alexandre Mendonça, extensionista do Incaper em Barra de São Francisco.

“Cada pé de pimenta do reino produz em torno de cinco quilos, mesmo sem o manejo adequado. Quando faz o plantio, a condução da lavoura adequadamente, a produção é ainda maior”, complementa o extensionista. O Incaper também orienta com relação à comercialização. Grande parte da pimenta do reino produzida no Espírito Santo é exportada. “Comprador não falta”, disse.

O custo inicial para implantação e tutoramento da lavoura de pimenta do reino é considerado alto para muitos produtores: em torno de R$ 15,00 por pé. Mas já no terceiro ano de colheita, o agricultor consegue pagar o investimento, já que a produtividade é alta e o custo de manutenção da lavoura é baixo. “A pimenta do reino não exige tanto manejo quanto o café. Se o produtor quiser implantar o cultivo, deve começar com pouco, um hectare por ano, para que o ele possa conhecer o ciclo da cultura”, orienta Alexandre.

Para receber orientação com relação ao cultivo da pimenta do reino em Barra de São Francisco, o produtor interessado pode procurar o escritório do Incaper no município.

ASCOM/INCAPER