Farmácia Popular administrada pelo Copbem foi fechada

Pinheiros – O Centro de Orientação à Saúde e Nutrição (COSAN), mais conhecida como a ‘Farmácia Popular’, que é administrada atualmente pela diretoria do Conselho Pinheirense do Bem Estar do Menor (Copbem), foi fechada.

Desde agosto havia uma discussão a respeito do possível fechamento da ‘Farmacinha das Irmãs’, que há 21 anos atendia a população, em função da necessidade de se utilizar o espaço para construir um novo refeitório e uma nova cozinha para a Paróquia São João Evangelista. “Na realidade, quando fizemos o pedido do terreno, tínhamos outra proposta que era a de manter a farmácia em outro local. Inclusive o Copbem possui um terreno onde a farmácia poderia continuar funcionando na saída do bairro Canário, e até mesmo a Paróquia tem um terreno atrás da comunidade São Jorge, onde já temos a intenção de fazer uma horta popular. A proposta foi feita à diretoria do Copbem e não foi aceita, pois encontraram dificuldade ao transportar as plantas de um lugar para outro e por ser longe. A Paróquia estava de acordo a arcar com a obra para que a farmácia continuasse funcionando caso tivesse sido aceita a proposta, mas decidiram fechar, decisão esta que não foi minha, mas sim do Copbem, uma vez que minha proposta foi mudar a farmácia de lugar”, afirmou o padre Marcos José Stinghel.

Na manhã desta quinta-feira (30), a diretoria do Copbem informou ao Jornal O Capixaba que a proposta de transferir a farmácia para outro local foi negada em função da instituição não ter condições financeiras suficientes para manter a farmácia em funcionamento em outro terreno. “O deslocamento demanda tempo e principalmente dinheiro para investimento em um poço artesiano para que pudesse ser gerada água, sem contar outros investimentos. O Copbem analisou a situação e optou pelo fechamento da farmacinha e temos a ciência de que tudo o que poderia ser feito ao longo dos anos em prol da farmácia, foi feito”, pontuou Sonia Ferreira Alves, presidente da Instituição.

O pedido de deslocamento também se deu por uma questão de organização. “A mesma cozinha utilizada para fabricação dos remédios é a mesma da Paróquia utilizada para preparar alimentos servidos ao povo em eventos, entre outros, e isso não é permitido, pois a qualquer momento poderíamos ser denunciados. Nós temos a intenção de trazer à população caso haja possibilidade de reabertura, uma farmácia (que funciona a nível nacional) que envia os remédios já prontos em cápsulas, e são manipulados por profissionais da área para facilitar o atendimento à população”, frisou o padre Marcos.

O dinheiro que entrava na farmácia também era administrado pelo Copbem e era utilizado para manter a própria farmácia, já que muitos dos remédios eram doados à Pastoral da Criança e às famílias carentes do Município. “Nós como instituição temos o entendimento de que cumprimos nossa missão nesse setor ao longo desses 21 anos. Claro, se fosse possível manter, o Copbem manteria, mas infelizmente estudamos as possibilidades e concluímos que não tem como continuar. Temos a ciência de nossa contribuição na área da saúde para a população, pois a farmácia das irmãs surgiu em um momento em que todas as áreas estavam em greve no Município e no Estado, mas hoje a situação é outra”, informou a diretora do Copbem, Sirlei Fávaro Costa.

A Farmacinha das Irmãs encerrou as atividades no dia 27 deste mês.