Pode faltar carne no ES nas próximas semanas

Nos últimos meses, aumento da arroba do boi chegou a 23%

 Em dezembro do ano passado, as intensas chuvas que assolaram o Espírito Santo provocaram alagamentos prolongados com consequente morte das pastagens, principalmente no norte do Estado. Posteriormente, houve um longo período de seca, acrescido do praguejamento de pastagens provocada pelas lagartas militar ou cartucho, que atingiram o sul do Espírito Santo, estão provocando perdas no setor pecuário de corte. Apesar da baixa oferta ser comum no período de entressafra, os produtores registraram uma queda mais acentuada do rebanho.

Com a escassez de chuvas falta alimento para o gado, ocasionando grandes perdas nos rebanhos. “Há pouco gado no pasto atualmente, além disso os animais estão magros e impróprios para comercialização e abate”, explica o superintendente do Senar, Neuzedino Assis. Em fevereiro, a arroba custava R$ 100 e em outubro, o valor foi de R$ 123, ou seja, 23% de aumento. O mercado internacional e o crescimento de exportações para a Rússia também influenciou o aumento.

Segundo o vice-presidente da Associação Capixaba dos Criadores de Nelore – ACCN, Victor Paulo Silva Miranda, a tendência é que o preço aumente ainda mais no Estado. “O gado de confinamento está no final e entre 30 a 40 dias vai faltar carne. Os Estados de São Paulo e Goiás já estão com o preço mais alto que no Espírito Santo, onde registra-se um dos menores preços do país”, alerta.

De acordo com Neuzedino, mesmo com a expectativa de chuvas para os próximos meses, apenas em janeiro as pastagens devem começar a se recuperar e somente após o mês de março a oferta de animais mais gordos vai começar a aparecer. Antes disso, a produção será rapidamente absorvida pelo mercado internacional, que é um grande comprador da carne brasileira.

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